domingo, 15 de julho de 2007

Uma maratona na África!

(Windhoek, 15/07/2007 – 18h30) É difícil explicar por que fizemos esta pequena maratona pela África. Em apenas 4 dias deixamos a África do Sul, passamos pelo Zimbábue, pela Zâmbia, por Botswana, novamente pelo Zimbabue e retornamos para a África do Sul. Esta parte da viagem havia me deixado apreensivo por causa das histórias que ouvi sobre a falta de segurança no Zimbábue.

O fato é que o nosso vôo desceria em Victoria Falls no Zimbábue. Por precaução decidimos permanecer o menor tempo possível neste país e dormir em Livinstone, na Zâmbia, a cerca de 40 km de distância. O translado começou em um Toyota antigo que rodou uns 10 minutos até que um pneu estourou. Sem estepe e sem macaco não havia muito a ser feito pelo motorista. Ao redor tudo era deserto.

De repente, como numa história surrealista, uma Mercedes novinha aparece e oferece carona. O Zimbábue não parecia ser tão ruim assim. Porém, ao ver a nossa bagagem ele pede desculpas e desiste da carona. Felizmente havia sinal de celular e o nosso motorista consegue chamar outro veiculo. Mais tarde descobrimos que a Mercedes era conduzida pelo dono da companhia do translado, e que poderia ter sido mais prestativo conosco. Na fronteira trocamos novamente de carro e seguimos em direção à pousada.

O principal motivo para visitar esta região é a Victoria Falls, um conjunto de cachoeiras do rio Zambezi que se estende por 1,7 km. As quedas são muito bonitas, embora a nuvem formada pela água impedisse uma visão panorâmica. Numa rápida comparação, considero as Cataratas do Iguaçu no Brasil mais impressionantes. O volume de água é elevado nesta época, e caminhar pelas passarelas significa ficar completamente molhado. Não há necessidade de se contratar um guia para visitá-las.

A recomendação que recebi na pousada era para evitar caminhar pelas ruas à noite (depois das 18h00). De táxi, um percurso de menos de 1 km custaria R$ 10,00. Descobrimos que os passeios são muito caros, todos cotados em dólar. Decidimos fazer somente um passeio de barco até a ilha Livinstone, no meio das quedas. Na ilha a diversão é caminhar pelas pedras escorregadias que ficam na beira do abismo. Um guia nos acompanha para indicar o melhor caminho. Na Zâmbia tivemos um contato maior com as pessoas, como estas meninas da foto que nos acompanharam na estrada. Eles falam no mínimo 2 línguas. A da província onde nascem e o inglês, que é a língua oficial.

Para preencher o tempo livre contratamos um tour para o Chobi Park em Botswana. Diferente do Kruger, o Chobi é um parque com áreas alagadas que atraem muitos animais. A vegetação baixa facilita a observação. No primeiro passeio usamos um barco que permitiu grande aproximação dos bichos, como este jacaré da foto. Vimos muitos pássaros, hipopótamos, elefantes e búfalos.

À tarde o passeio foi de jipe. Logo no inicio encontramos este leopardo. No caminho dele havia alguns veados e passamos um bom tempo à espera do ataque. Era a oportunidade de uma grande foto. Infelizmente para a foto e felizmente para o veado o ataque não aconteceu. Pelo menos naquele momento...

Foi surpreendente encontrar os animais com tanta facilidade. Em seguida vimos dezenas de girafas e um grande grupo de elefantes. Experiente, o guia deixou o carro no meio do caminho deles. Um dos maiores elefantes se aproximou e começou a abanar as orelhas. A recomendação era para ninguém se mexer. Ele nos observa e continua o seu caminho sem nos ameaçar. Foi um show!

A hospedagem foi em uma confortável cabana no Elephant Valley Lodge. O lodge fica no meio de uma reserva e é rodeado por uma cerca eletrificada. Uma fonte de água fica estrategicamente localizada perto do restaurante, de onde avistamos elefantes, veados, macacos, javalis e vários pássaros durante o jantar. O preço deste pacote é salgado (US$ 300), mas posso afirmar que valeu cada centavo!

Concluída a maratona de paises, voltamos para o aeroporto em Victoria Falls onde uma surpresa me espera. Escuto 2 garotas que conversam em português ao meu lado e pergunto se são brasileiras. Uma delas é a Evelise, minha amiga no Brasil e que havia me passado um monte de dicas sobre o Deserto do Atacama. E que, por coincidência, foi onde começou a história desta viagem (quem leu as primeiras postagens deste blog sabe do que eu estou falando). Que mundo pequeno!

6 comentários:

Mario disse...

Parabéns pelas fotos Feijó! Realmente me senti na África com vcs...
Abraços direto da selva..... de pedra :>

Mario

Angelvn disse...

muito boas as fotos? vc é fotografo?
estou querendo realizar meu sonho.. que ainda está no patamar 3º como vc disse em um de seus relatos
e estou olhando o mapa mundi e tantando localizar meu roteiro..
achei interessante o visto RTW, vc foi com ele? prazo máximo de 1 ano...
Vc tem patrocínios?
como é possivel, viajar e ganhar dinheiro?
Desculpe de interromper nessa mega viagem, huhuuh deve estar sendo muito bom, muito legal.......
caramba,,, sem palavras....

bjs

Angela

Rogério Nazario disse...

Fala Edu, meu caro!!!

Você está realizando um viagem fantástica, e acredito que pouquíssimas pessoas no planeta tiveram essa oportunidade e você generosamente (como de costume) está compartilhando tudo isso conosco. Obrigado!!!

E os seus registros fotográficos? Simplesmente espetaculares...

Comecei a ler a pouco a sua aventura e estarei de olho...

Agora me fale um pouco do equipamento fotográfico: Que máquina vc está usando, quais lentes?

Um grande abraço

Rogério Nazario

Daniela Sampaio disse...

Ola Feijo,
Atualmente moro em Johannesbur e irei aproveitar o proximo feriado vijando p/ a Vitoria Falls.
Gostaria de algumas dicas su:

Como qual estrada pegar? Quanto tempo demora o percurso de carro de Johannesburg ate Victoria? Zimbabue e' mais perigoso do que Johannesburg? Etc, etc
Meu email e: sampaiodany@gmail.com
Acordo suas dicas
Daniela

Xavier disse...

Meus parabens, as fotos sao impresionantes. Excelente trabalho.

Anônimo disse...

PARABÉNS PELAS FOTOS E PELA DES-
CRIÇÃO DA VIAGEM;TAMBÉM EU ME
SINTO UM POUCO COM ESPÍRITO DE
CIGANO E GOSTARIA DE VIAJAR SEM
RUMO PELO MUNDO;POIS NADA DEVE
SER MAIS ALUCINANTE DO QUE CONHE-
CER PAÍSES E CULTURAS DIFERENTES.
MAS PARA MIM TERIA DE O FAZER COM
COMPANHIA, DINHEIRO SUFICIENTE
E MATERIAL DE SAÚDE VISTO SER CAR-
DÍACO.
GOSTARIA DE EFECTUAR UM EVENTO
DESTE GÉNERO PELO MEU PAÍS PORTU-
GAL.
ANTÓNIO VINHA
MEU EMAIL:antoniovinha21@gmail.com