terça-feira, 10 de abril de 2007

Viva Barcelona!!!

(Barcelona, 09/04/2007 – 01h40) Como é bom voltar para a Espanha! Gosto muito daqui, especialmente de Madri e de Granada. Tenho ótimas lembranças. Por vários motivos nunca estive em Barcelona, e finalmente tenho a oportunidade de eliminar esta lacuna.

Sobre o vôo para cá, utilizei os serviços da Ryanair. Os horários foram respeitados e o preço da passagem foi muito bom. Como se trata de uma companhia aérea de baixo custo, comida e bebida dentro do avião são pagos, as poltronas não reclinam e o espaço para as pernas é bem reduzido. Além disso, tanto em Londres quanto em Barcelona, para chegar ao aeroporto há um translado de ônibus de 1,5 horas. Eu não vejo nenhum problema nestas coisas, principalmente em se tratando de um vôo de duas horas.

Ao chegar em Barcelona tenho que perguntar onde fica a entrada do metrô. As perguntas surgem em inglês na minha cabeça........... Nesta hora percebo o efeito das três semanas na Inglaterra! Andar de metrô é bem fácil, e em poucos minutos chego ao hostel. Trata-se de uma residência estudantil a 20 minutos do centro da cidade. O prédio é novo e o preço muito bom. O site do hostel é
http://www.agorabcn.com/. Havia solicitado um quarto há pelo menos uma semana pelo sistema de reservas da Rates to Go. Tudo funcionou bem, e o hostel tinha a minha reserva correta.

Saio para jantar umas nove horas, vou conhecer as Ramblas e fico impressionado como o movimento nas ruas. Acho mais interessante caminhar pelas estreitas ruas do centro histórico, com menos movimento e com vários bares e restaurantes. Escolho um restaurante que não tem cara de ser turístico. A principal refeição dos espanhóis é o almoço, e o garçom se espanta quando peço uma paella. Eu explico que estou com fome, pois não tive como almoçar direito por causa do vôo. Na Espanha os horários são muito diferentes em relação à Inglaterra. Saio do restaurante meia noite, e as ruas continuam cheias.

No dia seguinte saio para caminhar pelo centro. Como este é um feriado importante na Europa, de sexta a segunda-feira, as ruas estão lotadas de turistas. Demoro um pouco para fotografar, não sei se pelo céu que está nublado ou pela minha falta de inspiração. Acho difícil representar com fotos o labirinto que é o bairro gótico. Os prédios são baixos, com três ou quatro andares. Sigo um roteiro sugerido pelo Lonely Planet. Nestas horas não há nada melhor do que caminhar e observar as coisas ao redor.

Volto para as Ramblas e vejo os artistas espalhados pela rua. Uns dançam, alguns fazem mímica e outros simplesmente tocam o seu instrumento em troca de algumas moedas. A presença deles deixa a cidade mais alegre. Entro no museu da historia da cidade, que fica sobre as ruínas de construções romanas, algumas de dois mil anos atrás. O museu é muito interessante, explica por que Barcelona é uma cidade tão compacta em relação a outras cidades do mesmo porte, e como a cidade resolve os seus problemas urbanísticos. Infelizmente não posso fotografar......... Ao comprar o ingresso com uma nota de € 50 percebo que o troco vem errado. Reclamo, e a moça me devolve a diferença. Vocês já viram isto em algum lugar?

Saio do museu e sigo as dicas do Lonely Planet para encontrar um restaurante. Os 2 indicados na minha região estão fechados! Ao procurar algum restaurante aberto encontro várias fachadas decoradas com grafites. Resolvo almoçar no Bell Amic (rua d`en Gignás, 25), pequeno e com uma comida honesta. A minha expectativa é fazer uma refeição rápida. Porém, como é costume na Espanha, o almoço é servido sem nenhuma pressa pela garçonete. Outra constatação: é permitido fumar, pelo menos nos restaurantes que conheci.

Saio do restaurante e o céu está completamente azul! Aproveito cada segundo para fazer as últimas fotos. À noite saio para dançar salsa. O metrô funciona até as duas da manhã, o que facilita bastante os deslocamentos. Vou ao La Paloma, uma casa com 102 anos de tradição. Porém, por conta de algum problema com a prefeitura (não consegui entender a placa pois estava em catalão), o lugar estava fechado.........

Uma coisa curiosa Barcelona é que em cada lugar o cartão de crédito funciona de um jeito. Para comprar o bilhete do metrô precisei digitar a senha. Nos restaurantes eles pedem a assinatura. E no McDonald´s tive que digitar a senha e assinar............ Em geral não consegui pagar os museus com o cartão, assim como em algumas fast foods tive que pagar com dinheiro.

Barcelona é uma cidade de grandes artistas. Alguns dos principais nomes da Espanha deixaram a sua marca por aqui, como por exemplo Gaudí, Picasso, Dali e Miró. Pelo pouco tempo que tive me dediquei a conhecer as obras de Gaudí. Visitei a Casa Batlló (o detalhe está na foto ao lado) e a La Pedrera. O estilo dele é único, de alguma forma até bizarro, mas me agradou profundamente.


Sem dúvida a obra mais marcante de Gaudí é a Sagrada Família (que aparece na foto ao lado). Trata-se de uma construção gigantesca e destinada a ser uma igreja. Foi iniciada enquanto ele era vivo há mais de 50 anos, e até hoje a obra está em andamento. Pelo ritmo atual eles calculam que estará finalizada em 2.020. Subir de elevador pelas torres possibilita uma visão panorâmica da cidade. Por outro lado, ao descer pelas escadas o percurso parece interminável!

A última obra de Gaudí que visitei foi o Park Guell (o ‘u‘ é acentuado com trema, mas não sei como fazer isto no meu teclado). Mais uma obra inusitada e grandiosa. O único problema é que o parque é invadido pelos freqüentadores no final de semana, e as vezes é difícil conseguir olhar os detalhes com calma.




Aproveitei para testar uma idéia que sempre tive vontade de fazer mas nunca havia realizado, que é fotografar os pés das pessoas. Antes que alguém diga: Edu, você não tem nada melhor para fazer? Eu afirmo que não tenho mesmo, e a melhor forma de descobrir, se vale a pena ou não, é por meio da experiência.

Quem me conhece bem sabe que eu adoro números e estatísticas. Como não poderia deixar de ser, estou registrando uma série de coisas que provavelmente não servirão para nada além do meu prazer. De qualquer forma, quem tiver curiosidade basta clicar em http://br.groups.yahoo.com/group/AVoltaaoMundodeEduardoFeijo/files e abrir o arquivo em Excel Estatísticas da Viagem 08-04-2007.xls.

Meu ultimo passeio foi em Montjuic (o ‘i‘ também tem trema), de onde é possível avistar o Mediterrâneo e o porto de Barcelona. Confesso que já estava bem cansado, pois andei muito nestes três dias em Barcelona. Tenho uma bolha nos pés que não me deixa esquecer. Mas valeu a pena!

Pela primeira vez na viagem consegui andar de bermuda. E o fato de ter andado de calça comprida durante quase um mês foi que parte da minha coxa ficou totalmente depilada, logo acima do joelho........ ficou horrível!

Veja as fotos de Barcelona em http://www.flickr.com/photos/eduardofeijo/collections/72157600052654600/

sábado, 7 de abril de 2007

Londres não tem lixeiras!

(London, 04/04/2007 – 22h50) Mais do que uma vez, nas minhas caminhadas, tive dificuldade para encontrar lixeiras! O motivo é simples: depois do 11 de setembro e dos atentados ao metrô, as autoridades inglesas vivem obcecadas por segurança. Uma lixeira num local de alta concentração de pessoas pode ser considerada um facilitador para um eventual atentado. Nos aeroportos é fácil perceber esta paranóia, e no dia a dia a falta de lixeiras faz com que a cidade não fique tão limpa.

Hoje é noite de lua cheia! Acabei de fazer as malas, pois amanhã pela manhã vou para o aeroporto com destino a Barcelona. Esta foto eu tirei da janela do meu quarto!

Nos últimos três dias aproveitei para conhecer alguns museus. O primeiro que visitei foi o Tate Modern, instalado em um edifício gigantesco que já foi uma usina de energia. Embora seja um dos museus de maior sucesso em Londres, eu particularmente não gosto muito (ou não entendo muito) de arte moderna (eles chamam de arte moderna o que foi produzido a partir de 1.900).

O que mais gostei foi de uma revista editada na antiga União Soviética, a partir do final dos anos 20, na qual o regime comunista exaltava as suas realizações. As fotos são muito curiosas, mostrando locomotivas, usinas hidroelétricas, aeronaves, etc. Os russos eram fotografados de baixo para cima, o que gera uma sensação de superioridade. Aliás, tive a oportunidade de conversar com dois russos na escola, e eles me disseram que não gostam de Moscou, acham a cidade suja e poluída.

Hoje visitei o Victoria and Albert Museum, especializado em arte decorativa e design. Este sim me deixou muito impressionado! O museu reúne mais de quatro milhões de objetos coletados em várias partes do mundo. Para mim, as galerias mais interessantes são as que mostram arte em vidro, como nesta foto ao lado, e as que exibem arte islâmica, indiana, chinesa, japonesa e coreana.

Porém, há de se contestar o direito que os ingleses têm de manter estes objetos. Eles foram coletados ao longo do período em que o império britânico era a maior potência mundial. Alguns deles têm 1.000 anos, e em minha opinião, deveriam ser devolvidos para os seus paises de origem. Os ingleses alegam que eles estivessem nos seus respectivos paises o estado de conservação não seria o mesmo. Isso é questionável, pois muitos destes objetos foram preservados por séculos antes de serem “coletados” pelos britânicos.

Após deixar o museu, atravessei o Hyde Park, o Green Park e o St. James Park, que ficam um ao lado do outro, até chegar ao Buckingham Palace. Aliás, pelo menos por fora, o palácio da rainha não tem nada de especial. Infelizmente ela estava com a agenda lotada, e não foi possível um encontro pessoal.

Continuei caminhando até a Westminster Cathedral, e depois até a Westminster Abbey. A primeira é católica. Entrei e eles estavam no meio de uma missa. Deu para constatar um fato: as igrejas por aqui estão cada vez mais vazias, há muito mais turistas do que freqüentadores. A segunda é da igreja anglicana, que é dominante no país, e onde quase todos os reis e rainhas foram coroados.

No fim do dia fotografei mais uma vez o Big Ben (eu sei que já havia passado por aqui, mas eu gosto deste relógio de estimação deles). E aproveitei para clicar o London Eye.

É impressionante como o tempo passa rápido! Já completei a terceira semana da viagem. Essa vida é muito boa, eu decido os meus horários e escolho a programação. De manhã penso em fazer uma coisa, e no meio da tarde decido fazer algo completamente diferente. Essa sensação de liberdade é muito boa. A única rotina são as aulas de inglês..........

Posso dizer com segurança que já conheço bem o centro de Londres e as suas principais atrações. Deixei alguns pontos interessantes para a próxima semana, como o British Museum e a Tower of London.

Nesta semana os jornais deram algum destaque para a declaração do Hugo Chavez em prol da recuperação das ilhas Falklands (ou Malvinas) pela Argentina. Sobre o Lula não tenho visto quase nada.

Na última segunda feira eu fui dançar num lugar chamado Salsa, que fica no centro, em Leicester Square. Cheguei por volta das 20h30 e a pista já estava cheia. Na verdade, eles estavam no meio da aula, com uns 5 professores e mais do que duzentos alunos. É pra deixar com inveja qualquer escola de dança de salão no Brasil. Vários passos eu não conhecia. As aulas acabaram 21h30 e a pista foi liberada. Tocou um ritmo que eu também não conhecia chamado Batchaca (ou algo parecido). Dancei com espanholas, uma inglesa, uma polonesa e uma alemã. Fiquei impressionado com o gingado das duas últimas, que não ficam devendo nada às brasileiras!

terça-feira, 3 de abril de 2007

Os mercados de Londres

(London, 04/04/2007 – 01h00) Por meio da Maria Clara, minha amiga no Brasil, eu conheci a Silvia e o Stuart na semana passada. Ela é brasileira e vive em Londres há 2 anos. Ele é inglês, de Manchester, e foi jogador de futebol. Seguindo a rotina em Londres, o happy-hour começa às 18h, e fomos ao Prince Albert, um pub aqui em Notting Hill. A cerveja é gelada, bom sinal! Em nenhum pub que conheci havia garçom, você pede diretamente no balcão. O costume daqui é que um de cada vez pague a rodada. Por influência deles mudei a minha programação do final de semana: ao invés de viajar para Warwick, ao norte de Londres, resolvi fotografar os mercados de final de semana.

No sábado fui para Portobello Road, o maior mercado de rua da cidade, perto de Notting Hill. Eu diria que de alguma forma ele me lembra a Benedito Calixto em São Paulo. As diferenças, além de ser maior, é que também vende roupas e um monte de coisas made in China........ e não vende móveis antigos, pelo menos eu não encontrei. Finalmente encontrei uma barraca de cachorro quente, salsicha da Alemanha, picante e deliciosa. Infelizmente eles não fazem com purê. O preço? Dez reais!!!!!

Procurei um lugar no qual pudesse fotografar as pessoas de uma forma discreta. O melhor local foi uma travessa da Portobello Road onde as pessoas tinham que olhar para os carros antes de atravessar, e desta forma não prestavam atenção na minha presença. Fiquei encostado em uma placa de sinalização e comecei o trabalho. Em poucos minutos fiz mais de 300 fotos, das quais selecionei umas 120. O que mais me impressionou foi a diversidade das pessoas.

Para cada foto incluí um breve comentário. Fique a vontade para concordar, discordar ou sugerir outra descrição. Clique na foto para inserir um comentário. Espero que você goste deste ensaio!
Veja em
www.flickr.com/photos/eduardofeijo/sets/72157600039367847/detail/.

Seguindo a recomendação do professor de inglês fui até a Waterloo Bridge no final da tarde. Como estava sem o tripé da máquina, fiz as fotos com pouquíssima iluminação, mas acho que o resultado ficou aceitável. No jantar experimentei pela primeira vez em Londres um restaurante libanês. Relativamente barato, a comida era muito boa. Também foi por recomendação da Silvia e do Stuart.

No domingo fui conhecer os mercados que ficam do outro lado da cidade. Comecei pela Columbia Road e o seu concorridíssimo mercado das flores. Bem freqüentado, mas é difícil caminhar entre as pessoas e os vasos espalhados pela rua.

Nesta mesma região fica o mercado da Brick Lane. Completamente diferente dos outros mercados, a maior parte dos vendedores é do sudoeste asiático (Bangladesh, Paquistão, Tailândia, pelo que eu pude perceber). O árabe é a língua corrente. É um mercado bem popular no qual se encontra de tudo por preços super baixos: alimentos, artigos de toalete, roupas, ferramentas, etc. Almocei em uma barraca de comida tailandesa. Havia 3 opções de curry: green, red e yellow. Perguntei qual era a diferença, e a mulher me explicou que green era menos picante, red um intermediário e yellow muito picante. Por precaução, pedi o intermediário.......... e mesmo assim não foi fácil enfrentar o tal do red curry...........

O terceiro mercado desta região é o Spitfal Fields, com vários ateliês e um mercado indoor muito cheio.

Continuei na direção do Tamisa, atravessei pela London Bridge e caminhei pela passagem que margeia o rio em direção a Tower Bridge (essa coisa maravilhosa que aparece na foto ao lado). Para mim é a imagem mais bonita de Londres! Passei em frente à Tower of London, um antigo castelo que irei visitar em breve. Segui até a St. Paul Cathedral e finalizei a caminhada em Covent Garden. Ufa, foi a mais longa caminhada até agora, quase 10 horas!

Entrei em uma Starbucks para me conectar à internet e para ir ao banheiro. A parte da internet eu resolvi, mas a parte do banheiro não, pois não havia nenhum disponível. Calculei que eu conseguiria agüentar até chegar em casa. Peguei o metrô e em cerca de 20 minutos estava no flat. Porém, o Sebastien estava tomando banho....... já não dava para esperar mais! Sair novamente para procurar uma alternativa não era mais possível, e o jeito foi apelar para o cesto de lixo que havia no meu quarto.............

Ontem foi o dia de cortar o cabelo. Por 2 motivos resolvi trazer uma máquina de corte na viagem: A) economia, pois um corte em Londres sai por pelo menos R$ 80,00 (que é o preço da máquina); B) conforto, pois em breve estarei em paises nos quais não tenho a menor idéia de como explicar o meu corte. Com um pouco de malabarismo é possível cortar o cabelo em 10 minutos, deixando bem curto do jeito que eu gosto.

Fiquei sabendo pelo blog que a revista Terra deste mês publicou a carta que eu enviei para a redação sobre o planejamento da viagem. O próximo desafio é conseguir publicar as fotos.............. Mas esta é uma outra história!

sábado, 31 de março de 2007

We will rock you!

(London, 29/03/2007 – 23h40) We will rock you - o musical foi o momento mais emocionante da viagem até agora! Nem tanto pela história que é contada, que é bem simples e se passa numa época futura, na qual as pessoas são proibidas de tocar qualquer instrumento musical. Mas sim pela trilha sonora espetacular do Queen. O som do teatro é ótimo, e você se sente como se estivesse em um show de verdade. É de arrepiar quando eles tocam We will rock you, We are the champion e Bohemian rapsody. Pura emoção! A platéia vibra a cada música.

Era proibido tirar fotos dentro do teatro. Fiquei tentado a desobedecer, mas no fim desisti, e me contentei com uma imagem da porta do teatro. O Queen é a banda de rock internacional que eu mais gosto. Principalmente das músicas que eles gravaram nos anos 70 e no inicio dos 80. Aliás, uma das coisas que eu mais me arrependo foi ter deixado de assisti-los no Brasil, acho que em 1982, quando eles estavam no auge do sucesso. De alguma forma, hoje me redimi desta falha.

Para chegar ao teatro fiz outra longa caminhada, saindo da escola que fica entre South Kensington e Earl’s Court, passando por Chelsea, Belgravia, Pimlico, até chegar a Westminster, pela margem do Tamisa. Pela primeira vez consegui usar camiseta ao ar livre! Concordo que a imagem do Big Ben já está meio batida, mas a luz do final da tarde e o céu azul deixam tudo mais bonito. Caminho mais um pouco, atravesso Trafalgar Square e chego a Piccadilly Circus. Esta parte do percurso é lotada de turistas. Ainda tenho tempo para comer alguma coisa antes do musical.

Numa das aulas dessa semana tive uma conversa bem interessante com uma coreana. Falávamos sobre relacionamento, e eu perguntei como as coisas funcionavam no país dela. A minha expectativa era de que ela falasse de uma sociedade machista, onde a mulher não tivesse muitas escolhas. Mas muito pelo contrário! Ela fez engenharia, estudou japonês e foi trabalhar no Japão há 2 anos. Conheceu o atual namorado dela no trabalho, ele com 35, ela com 33. Embora a relação seja saudável, ela provoca algumas situações para evitar que a relação fique monótona. Isso significa, por exemplo, brigar por alguma coisa mesmo que não haja nenhuma razão aparente. Não satisfeita, e com o objetivo de testar se o rapaz realmente gosta dela, decidiu estudar inglês em Londres durante 6 meses. O resultado final deve acontecer em 1 mês, quando ele vem visitá-la, e ela espera, pedi-la em casamento. Nas palavras dela, para um relacionamento dar certo e ser duradouro é necessário pensar estrategicamente.

Hoje fui ao Museu de História Natural, que fica há duas quadras da escola. Assim como diversos outros em Londres, a entrada é gratuita. O museu é bonito por fora e por dentro. Há varias exposições, e eu fiquei particularmente interessado pelos dinossauros. Há algumas réplicas que se movimentam e fazem ruídos. As crianças adoram. Ops!

Da última vez eu falei bem do uso do cartão de crédito na Inglaterra. Porém, ele não é aceito no KFC e no Burger King. Também não consegui usar em um bar de rock. Desta vez, vantagem para os meus colegas brasileiros.

Desde terça-feira não consigo usar a internet via wireless aqui do meu quarto. Agora somente na escola e no Starbucks, e mesmo assim, antes das 20h. Isso faz com que eu fique quase meio dia defasado em relação a vocês, pois 20h aqui são 16h no Brasil.

A noite fui ao Notting Hill Arts Club, um bar de rock aqui perto do flat. Fica num subterrâneo, não é turístico e é freqüentado pelas pessoas que moram nas redondezas. As paredes parecem estar pichadas com histórias em quadrinhos, mas o efeito é obtido por meio de vários projetores espalhados pela casa. Interessante! Tudo começa muito cedo, por voltas das 8 da noite. Vi duas bandas, que tocaram músicas próprias. Gostei, mas duvido que venham a fazer sucesso. A cerveja mais barata era a Cintra, brasileira, R$ 9,00 cada........

Pode não ser importante para vocês, mas a última emoção do dia foi lavar as roupas. Quem me conhece sabe que eu não tenho nenhum jeito para fazer estas coisas. Porém, durante a viagem não tenho outra alternativa de baixo custo (Solange, cadê você?). Aqui no flat tem uma maquina de lavar e uma de secar. Você compra a ficha por £ 3 e deixa as máquinas fazerem o resto......... não foi nenhum sofrimento!


E antes que eu me esqueça, quando escrever um comentário no blog, por favor, inclua o seu email. Obrigado!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Canterbury

(Canterbury, 24/03/2007 – 22h30) Hoje o céu está muito nublado. Resolvi não fotografar a catedral, tentarei amanhã pela manhã. A cidade de Canterbury está bem movimentada. É um dos principais pontos turísticos da Inglaterra por causa da antiga catedral, com quase 900 anos. Aproveitei para fazer algumas fotos em preto e branco.


A chuva, ou melhor, uma garoa fina, cai quase que ininterruptamente. As pessoas parecem não se incomodar. O mais impressionante são as mães que andam com as crianças e nenéns pelas ruas como se estivessem em um shopping center. Duvido que a minha irmã levasse o João Pedro, com poucos meses de idade, para passear nesse tempo. Mas para os europeus isso é normal. Aproveitei para tomar uma sopa de tomate, deliciosa!

Já estou bem mais a vontade para falar inglês. Consigo entender melhor o que as pessoas falam, e faço perguntas um pouco mais elaboradas. De uma forma geral, as pessoas no interior da Inglaterra são muito amáveis. Encontrei uma filial do Prezzo aqui também, e não tive dúvidas sobre onde seria o meu jantar. Falo que sou brasileiro para a garçonete, inglesa, e ela responde um “obrigada“ cheio de sotaque.

Umas das coisas que eu não gosto na Inglaterra é que os lugares fecham depois das 19 horas. No máximo ficam até 20 horas. Depois disso você só encontra abertos restaurantes, pubs e as danceterias. Não achei até agora nenhum café 24 horas, mesmo em Londres.


São 8 horas da noite. Volto para o hotel, bem simples, que fica no centro da cidade ao lado da catedral. Somente é possível visitá-la durante o dia. Vejo que ela está iluminada, e que algumas pessoas bem vestidas estão entrando pelo portão. Com a máquina na mochila entro no meio destas pessoas e consigo passar pelo segurança. Tiro várias fotos externas e percebo que dentro tem um coral se apresentando. Tento entrar na igreja, mas sem o ingresso sou barrado. Pedi e consegui tirar uma única foto do coral.

No hotel pergunto se há algum ponto no qual eu possa fotografar a catedral. A recepcionista me leva até o ultimo piso, e me indica uma janela com uma vista privilegiada. Ligo o notebook e começo a escrever esta postagem olhando para a imagem maravilhosa da catedral. Alguns minutos depois me trazem café com leite. Quanta gentileza! Consigo pegar o sinal da internet da Starbucks que fica ao lado, e vejo que o Palmeiras ganhou novamente. Já estamos em terceiro lugar no campeonato paulista! Será que bastou eu ficar distante para que o time jogue melhor???

O quarto do hotel é engraçado, pois está totalmente fora de nível. Se soltar uma caneta no chão ela sai rolando. Durante a noite tenho que segurar o cobertor senão ele cai......... Sei que é difícil acreditar, mas....

Por aqui estou comendo relativamente bem. Aproveito o café da manhã, que em geral é bem servido. No almoço como alguma coisa leve, e depois tenho um bom jantar. O meu organismo já se acostumou a seguir esta rotina, que é diferente da que eu levo no Brasil. O restaurante que mais gostei até agora é uma cantina italiana chamada Prezzo que você encontra aqui e em Salisbury. Acho que em Londres também tem uma filial. Adorei uma barra de cereal que eles têm por aqui chamada BrunchBar, muito melhor que o nosso Nutri.

(London, 26/03/2007 – 23h00) Valeu a pena ter esperado o domingo para fotografar a catedral. O céu amanheceu azul, e ficou assim o dia inteiro.

Para quem gosta de historia e de construções antigas como eu, Canterbury é o passeio mais interessante de todos os que eu fiz até agora. Ao redor da catedral você encontra uma vila medieval incrivelmente conservada. Gastei umas três horas para percorrer todos os caminhos.

Eu entendo quem não gosta deste tipo de passeio ou de fotografia. Estou pensando em fazer um ensaio sobre a forma como as pessoas se vestem por aqui. Vai ser meio difícil por que ninguém gosta de ser fotografado sem saber a razão, mas vou pensar numa forma de fazer isto discretamente.

Antes de sair da cidade visitei a igreja de St Martin, a mais antiga igreja em uso continuo na Inglaterra, com 1.500 anos desde a sua construção original. Ela sofreu reformas ao longo dos tempos, mas ainda assim vale a visita.

Tentei tomar a sopa de tomate novamente, mas o restaurante estava fechado. Eram 4 horas da tarde e a cidade ainda estava com muitos visitantes. É realmente difícil de entender os horários por aqui! Acabei parando em um restaurante japonês, o Wagamama, e comi macarrão com frango. Era bem gostoso, mas muuuuuuuuuito apimentado, um dos mais fortes que já comi. Quem me conhece sabe que eu tenho um tipo de reação alérgica a pimenta, e isso faz com que minha face fique molhada. Acho que nem numa sauna eu suaria tanto!

Voltei para Londres à noite e fui para o flat. Seria a minha quinta cama diferente na viagem. Ao chegar encontrei o Sebastien, francês, e o Sergio, italiano. Serão os meus companheiros de flat nas próximas 3 semanas. Eles dividem um quarto, e eu fico no aposento menor. Era aniversário do Sergio, e para comemorar tomamos uma tequila. O Sebastien trabalha na London Solution, e eu já o havia conhecido quando contratei o quarto. Eles têm 21 anos e não conseguem entender como alguém da minha idade está fazendo uma viagem como essa. De uma forma geral as pessoas que tenho conhecido na viagem têm entre 20 e 25 anos. Os europeus, principalmente, passam uma temporada longe de casa antes de entrar na universidade.

No meu quarto consigo pegar o sinal da internet. Aqui na Inglaterra tem sido muito fácil conseguir acesso, mas acredito que em outros paises as coisas não serão tão simples.

Ao invés de pegar o metrô, hoje caminhei pela cidade. Sai de Notting Hill e fui até Leicester Square, no centro de Londres. Atravessei o Hyde Park, e passei por ruas famosas como Oxford e Bond Street. Andei por Piccadilly Circus e por Trafalgar Square. Sempre gostei de romances policiais, e muitos dos livros que li falavam destes lugares e da Scotland Yard.

Hoje nas aulas conheci novos colegas. Da Alemanha, das Filipinas e da Síria. A escola parece uma filial da ONU! Gostaria de encontrar pessoas dos paises asiáticos que irei visitar. Quem sabe nas próximas semanas.

Hoje fui comer na Pizza Express, aqui em Notting Hill. Pedi o recheio mais saboroso que encontrei, com arenque, azeitona e ovo cozido. O sabor não tinha nada de especial, e a massa era muito grossa para o meu gosto.

Consegui comprar um ingresso por um bom preço, então amanhã vou assitir We will rock you!

sexta-feira, 23 de março de 2007

The book is on the table!

(London, 22/03/2007 - 21h00) Esta é a segunda vez que venho para Londres. A primeira foi há 15 anos, e confesso que não gostei tanto, me senti perdido na cidade. Afinal de contas, era a minha estréia em viagens internacionais. Não comi bem, gastei mais do que podia. Mas ela merece uma segunda chance!

Londres é uma cidade que provoca várias emoções. Logo ao chegar é possível perceber que há pessoas de todos os lugares do mundo: chineses, coreanos, indianos, suecos, franceses, russos e brasileiros, muitos brasileiros. Provavelmente em algumas regiões da cidade há menos ingleses do que pessoas de outras nacionalidades.

A forma mais fácil para um turista andar em Londres é pelo metrô. As estações estão espalhadas por toda a cidade. Você compra um cartão que funciona de forma semelhante ao bilhete único de São Paulo. Porém, diferente de Sampa, há uma diversidade de tarifas que nem sempre é fácil de entender. Comprei o passe semanal para andar a vontade pelas principais regiões e não ter que fazer muitas contas.

A caminhada entre a estação de metrô High Street Kensington e o albergue da juventude é de 1 km. A mala com rodinhas ajuda, mas uma chuva fina começa a cair. Coloco blusa, luvas, capa de chuva e sigo meu caminho. Ando uns 5 minutos e logo a chuva pára. Esta é uma característica da cidade: o clima muda o tempo todo! Faz sol, chove, neva. A neve é fina, você quase não sente, mas é um pequeno espetáculo para quem, como eu, não está acostumado.

Numa destas mudanças de clima, eu coloquei as luvas no mesmo bolso em que estavam algumas moedas e a chave do cadeado que uso para guardar minhas coisas no albergue. E ao retirar as luvas, a chave caiu e foi para uns 2 metros na minha frente. Isso não seria um problema se eu não estivesse tão perto dos trilhos do metrô. Felizmente, por poucos centímetros, a chave resolver não me dar dor de cabeça.

O albergue fica dentro do Holland Park, bem localizado e próximo de lojas e restaurantes. A foto que ilustra esta postagem é da rua que acessa o albergue. Descobri um cinema nas proximidades e fui assistir no domingo ao filme The Good German com o George Clooney (não sei se o nome dele é assim, mas como estou escrevendo sem acesso a internet não tenho como conferir). Foi mais uma oportunidade para treinar o inglês, já que aqui não tem legendas.

Com a carteira de alberguista você consegue um desconto de £ 10 para £ 6. Em reais, seria algo como de R$ 40 para R$ 24. Por estes preços dá para perceber como as coisas são caras na cidade. Aliás, isto é uma unanimidade, e não foi uma novidade para mim: Londres é uma das cidades mais caras do mundo. Para o bem do meu orçamento, espero que as outras cidades do roteiro sejam muito mais em conta do que aqui. Ontem voltei ao cinema para assistir The Blood Diamond, ótimo filme com o Leonardo di Caprio (será que acertei o nome desta vez?). Consegui entender relativamente bem os dois filmes, e isso me deixou animado com o meu inglês.

Para os meus amigos que estão ou que já saíram da Visanet: é impressionante como o cartão com chip faz parte do dia a dia da população. E as lojas, pelo menos as que eu freqüentei, todas têm o terminal preparado para isto. Vocês acreditam que em 2 lugares o caixa não sabia utilizar o meu cartão de tarja magnética? Outra facilidade é que pela internet eu pago tudo com o cartão de credito: ligações telefônicas usando o Skype, tiquetes de metrô, reservas em hotéis, mesmo os de pequeno porte, passagens de ônibus intermunicipais, etc.

Na segunda-feira fui até a escola de inglês. Fiz um teste escrito, acertei uns 70%, e passei por uma entrevista. Pedi ao professor para repetir algumas frases, uma ou outra eu respondi errado, e no final ele me colocou numa classe de upper intermediate.

O curso que me matriculei funciona da seguinte forma: quatro horas diárias de aula, sendo uma de conversação e três do que eles chamam de General English. Embora tenha como finalidade fazer com que você se expresse com correção, a dinâmica da aula faz com que a parte oral seja muito mais exigida do que a parte escrita. Era isso mesmo que eu queria!

Eu gostei muito da escola, dos professores e dos colegas de classe. A escola tem uma ótima infra-estrutura, permitindo que eu passe um bom tempo conectado à internet. O curso vai das 12h às 16h. O horário não é muito bom, mas o preço é bem menor do que se fosse pela manhã. Douglas, o professor de conversação, é da Nova Zelândia e faz com que a aula seja bem dinâmica e divertida. Mas fiquei impressionado com a professora Katie. Ela é londrina, linda (embora eu não seja tão bom para comparar fisionomias, posso me arriscar e dizer que ela me lembra a Cameron Diaz) e muito teatral ao conduzir a aula.

Meus colegas têm múltiplas nacionalidades: 7 da Suécia, 2 da Rússia, 1 da Noruega, 1 da Itália, 3 da Coréia, 1 de Camarões e mais 2 brasileiros além de mim. De uma forma geral os europeus têm a expressão oral mais desenvolvida do que a escrita. O que é bom para mim. Estou aproveitando as aulas para conversar bastante. Um ponto adicional merece ser destacado: em muitos dos exercícios você explora as diferenças culturais entre os paises, o que permite conhecer um pouco sobre como eles pensam e agem.

Aproveitei estes dias para planejar o que fazer nos próximos finais de semana. Decidi viajar neste sábado para Canterbury, mais uma cidade medieval do interior da Inglaterra. E no feriado, entre 6 e 9 de abril, vou até Barcelona. Aliás, este é um dos poucos feriados europeus deste ano, e a tendência é que todo mundo queira viajar. Consegui um vôo da Ryanair por um ótimo preço. Para quem não sabe, as companhias aéreas européias de baixo custo fazem enorme sucesso e tem um processo de vendas pela internet semelhante ao da Gol no Brasil. A principal diferença com a Gol, pelo pude perceber, é que elas operam em aeroportos secundários, que tem custos operacionais e tarifas de embarque inferiores aos dos aeroportos principais. No caso de Londres o aeroporto não é tão distante da cidade, mas em Barcelona terei um deslocamento de ônibus de pelo menos 110 km para chegar à cidade. Da mesma forma utilizei pela primeira vez os serviços da RatestoGo para reservar o hotel em Barcelona. Depois desta pequena viagem eu conto se valeu a pena ou não.

Durante a semana o albergue recebeu pelo menos 2 excursões de crianças e adolescentes, e como isto está me incomodando resolvi procurar outro lugar para ficar. Por recomendação de um sueco, colega da escola, eu consegui alugar um quarto individual em um flat que possui cozinha, lavanderia e banheiro compartilhados. O preço é praticamente o mesmo do albergue. Fica aqui uma dica: esse mesmo tipo de acomodação, se eu reservasse no Brasil, sairia quase 50% mais caro. Se você vier para se hospedar por pelo menos uma semana procure a London Solution.

Para matar a saudade, hoje falei com a minha mãe por meio do Skype. A qualidade da voz é boa, e o custo da ligação para um telefone fixo é de R$ 0,06 por minuto, além de uma tarifa por ligação de menos de R$ 0,50.

Nesta semana não tirei fotos, pois fiquei bastante tempo na escola acertando todas estas coisas. Na próxima semana começa o horário de verão, e com isso terei pelo menos 3 horas durante a tarde para fotografar a cidade. Também quero visitar alguns museus. Tenho vontade de ver algum musical por aqui. Há 15 anos assisti The Phantom of the Opera, e desta vez eu penso em assistir We will rock you, pois gosto muito do Queen.

Dicas adicionais sobre o que fazer em Londres são muito bem vindas!

quarta-feira, 21 de março de 2007

Stonehenge

(London, 20/03/2007 - 20h00) Na quinta-feira dia 16 de março fui conhecer a vida noturna de Salisbury. A cidade é pequena, com 40 mil habitantes, e os pubs e as danceterias ficam, na sua maioria, concentrados no centro histórico. Depois das 22 horas os lugares mais interessantes são os pubs dançantes, que não cobram entrada e fecham meia noite. Há uma curiosa peregrinação dos freqüentadores, que ficam trocando de bar diversas vezes. Isso não seria problema se a temperatura nas ruas não fosse tão baixa, com uma fraca garoa.

As pessoas aparentavam estar na faixa entre 18 e 25 anos, e andavam em grandes grupos. Algumas garotas usavam vestidos curtíssimos, e mesmo assim enfrentavam as ruas sem nenhum agasalho adicional. Depois de andar um pouco pelas ruas escolhi um pub mais animado e entrei. Não sei se estou desatualizado, mas achei o jeito de dançar deles um pouco desengonçado. Mas estavam se divertindo, e provavelmente eu vou ter que me acostumar com estas coisas. Como ainda não estou a vontade para falar em inglês, não fiz nenhuma abordagem, apenas tomei uma cerveja (R$ 12 cada) e fui dormir.

Dia 17 de março eu fui para Bath, há cerca de 1 hora de Salisbury. A principal atração são as ruínas de um conjunto de banhos construídos pelos romanos há mais de dois mil anos. Eles aproveitaram uma fonte de água termal, única na Inglaterra. Como é de se esperar, a principal igreja da cidade é impressionante, com mais de 500 anos desde a sua construção.

Vi uma pequena manifestação contra as usinas nucleares e contra a ocupação do Iraque. Estes são temas presentes no dia a dia da população. Pude observar também alguns pontos de treinamento para tanques de guerra (mas não vi nenhum tanque, somente a placa de sinalização).

À noite assisti ao jogo do Manchester United pela televisão (ir ao estádio é impossível, pois os ingressos para os principais jogos estão esgotados desde o início da temporada de futebol). A grande atração do virtual campeão inglês é o português Cristiano Ronaldo, que foi capa dos principais jornais no dia seguinte.

Dia 18 pela manhã eu deixei o bed & breakfast, e antes de retornar para Londres, passei pelas ruínas pré-históricas de Stonehenge, construídas há 5 mil anos. Embora eu estivesse com agasalho, luvas e um gorro, era impossível escapar do vento congelante. Fiz o percurso em menos de 20 minutos, o suficiente para tirar algumas fotos. Eu fico imaginando como deve ser difícil para um brasileiro enfrentar o inverno por aqui.

Dia 18 pela manhã eu deixei o bed & breakfast, e antes de retornar para Londres, passei pelas ruínas pré-históricas de Stonehenge, construídas há 5 mil anos. Embora eu estivesse com agasalho, luvas e um gorro, era impossível escapar do vento congelante. Fiz o percurso em menos de 20 minutos, o suficiente para tirar algumas fotos. Eu fico imaginando como deve ser difícil para um brasileiro enfrentar o inverno por aqui.

Voltei para Londres e devolvi o carro. Dirigir na Inglaterra foi uma experiência muito legal. Não é tão difícil se acostumar com a mão inglesa, e os motoristas são extremamente educados. Por exemplo, eles sempre deixam livre a faixa mais rápida para ultrapassagens. Você não vê ninguém desrespeitar uma fila de carros. E antes que eu me esqueça, valeu muito ter alugado o carro pela Autoeurope. O preço é imbatível!

Para ver mais fotos da Inglaterra clique em